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Aeroporto no mar no Japão, que custou R$ 109 bilhões, afunda mais rápido que o previsto

Aeroporto Internacional de Kansai enfrenta afundamento acelerado e pode ficar abaixo do nível do mar até 2056, exigindo investimentos urgentes.

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Quando o Aeroporto Internacional de Kansai (KIX) foi inaugurado em 1994, tornou-se uma referência em engenharia, sendo o único aeroporto flutuante do mundo. Com um investimento superior a US$ 20 bilhões, o aeroporto é o terceiro mais movimentado do Japão, atrás apenas de Haneda e Narita. Em 2022, registrou 169.774 chegadas e partidas, atendendo 25,9 milhões de passageiros.

Atualmente, o aeroporto enfrenta um grave problema: está afundando a uma taxa superior à prevista. Desde a construção, os engenheiros sabiam que a ilha artificial, erguida em águas profundas, enfrentaria desafios devido ao solo de argila aluvial. Em 1990, três anos antes da inauguração, o aeroporto já havia afundado 8,2 metros, um número 50% maior do que o esperado. Para mitigar o afundamento, foram investidos mais US$ 150 milhões em reforços estruturais.

Nos últimos anos, a taxa de afundamento foi reduzida. Em 2008, a média era de 7,1 cm por ano, e, em 2023, caiu para 5,8 cm. No entanto, engenheiros alertam que partes do aeroporto podem ficar abaixo do nível do mar até 2056. O afundamento não é uniforme, o que complica ainda mais os esforços de manutenção.

Desafios e Riscos

Além do afundamento, o aeroporto enfrenta riscos adicionais devido às mudanças climáticas. Localizado em uma região propensa a tempestades e terremotos, Kansai precisa de investimentos contínuos para garantir sua operação. Apesar dos desafios, a operadora do aeroporto está investindo em expansão, visando aumentar a capacidade para 40 milhões de passageiros por ano.

Embora a manutenção do Aeroporto Internacional de Kansai seja uma tarefa complexa e dispendiosa, as perspectivas indicam que ele continuará a operar por várias décadas. As medidas implementadas até agora têm sido eficazes, mas a situação requer atenção constante e recursos significativos para garantir a segurança e funcionalidade da estrutura.

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