O Brasil avança na descarbonização da agricultura, com fabricantes de máquinas agrícolas investindo em tecnologias sustentáveis. Recentemente, a John Deere apresentou um trator a etanol em fase de testes, enquanto a Case IH testou uma colhedora de cana movida ao mesmo combustível. A New Holland lançou um trator elétrico e a Grunner revelou um motor a etanol, ampliando as opções no setor.
A busca por tecnologias limpas visa reduzir custos e atender às exigências do mercado global. Soluções com etanol, biodiesel, gás natural e eletricidade estão em destaque nas feiras agrícolas. O trator movido a biometano da New Holland, apresentado em 2022, é um exemplo de inovação. A John Deere, por sua vez, está testando o trator 8R com motor a etanol, focando na cana-de-açúcar e grãos. Cristiano Correia, vice-presidente da empresa, destacou a importância da redução de custos e da pegada de sustentabilidade.
Além de modelos mais econômicos, os novos equipamentos têm menor impacto ambiental, o que é crucial para grandes propriedades rurais. A Grunner apresentou um motor a etanol que não requer arla, enquanto a Cummins lançou o conceito do motor B6.7, que opera com 100% de etanol hidratado. A Case IH também investe em alternativas, testando uma colhedora de cana movida a etanol em parceria com a Usina São Martinho.
Inovações e Sustentabilidade
A ampliação do uso de motores a etanol reflete o pioneirismo do Brasil no combustível renovável. João Marchesan, presidente da Agrishow, ressaltou a importância do etanol na sustentabilidade do agronegócio. A New Holland lançou um trator elétrico com recursos autônomos, complementando seu portfólio que inclui modelos movidos a gás.
O agronegócio brasileiro é responsável por 29% da oferta nacional de energia, com 60% proveniente de fontes renováveis. A biomassa da cana-de-açúcar representa 16,87% do total. A expectativa é que a produtividade das lavouras dobre até 2040, impulsionada por inovações tecnológicas e novas variedades de cana.
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