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Wall Street enfrenta ilusões em 2025 com dólar forte e quedas nas bolsas asiáticas

Dólar enfrenta queda acentuada em 2025, enquanto mercados emergentes superam os EUA em valor pela primeira vez em oito anos.

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Analistas de Wall Street enfrentam um cenário desafiador em 2025, com previsões que não se concretizaram. O dólar, símbolo do poder econômico dos EUA, teve seu pior início de ano desde 2005, enquanto o S&P 500 e ações europeias superaram expectativas. As políticas tarifárias do presidente Donald Trump e conflitos geopolíticos impactaram negativamente as apostas na força dos ativos americanos.

O índice da Bloomberg, que mede a força do dólar, apresentou quedas significativas, contrariando previsões de instituições como Societe Generale e JPMorgan. Agora, estrategistas do JPMorgan, liderados por Meera Chandan, projetam uma nova queda de 2% até o final do ano. As tarifas americanas, anunciadas em abril, aumentaram os temores de recessão e levantaram suspeitas sobre a intenção de Trump de enfraquecer a moeda para beneficiar a indústria interna.

Desempenho das Ações

O início do ano trouxe otimismo para as ações americanas, impulsionadas pela economia robusta e avanços em inteligência artificial. Contudo, o surgimento da chinesa DeepSeek e a incerteza econômica resultaram em perdas significativas. O Nasdaq 100 perdeu quase US$ 7 trilhões em valor entre fevereiro e abril. A recuperação começou após Trump suspender parte das tarifas, levando o S&P 500 a bater recordes.

O mercado de renda fixa também se adaptou, com títulos de curto prazo se beneficiando de cortes de juros. Já os papéis de longo prazo enfrentaram pressão devido ao aumento da dívida pública. Instituições como Pimco e BlackRock ajustaram suas estratégias, reduzindo a exposição a Treasuries mais longos.

Cenário Global

Os mercados emergentes alcançaram US$ 29 trilhões, superando os EUA pela primeira vez em oito anos, impulsionados por empresas de inteligência artificial na Ásia. O iene japonês subiu quase 9% contra o dólar, enquanto o yuan se valorizou 1,8% no ano, atingindo 7,1565 por dólar. Apesar disso, o Barclays prevê uma desvalorização do yuan até o final do ano.

Na Europa, o índice Stoxx 600 apresentou desempenho 16 pontos percentuais superior ao S&P 500, a maior vantagem desde 2006. O euro também se valorizou, alcançando US$ 1,17. A expectativa é de que tarifas agressivas não sejam totalmente implementadas, conforme analisado por Peter Oppenheimer, do Goldman Sachs.

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