As chamadas “bets” têm até segunda-feira (5) para encerrar as operações, mas ainda há R$ 1,453 bilhão nas contas dos apostadores. O valor caiu 30,99% desde 26 de setembro, uma redução de R$ 652,6 milhões, mas ainda está distribuído entre 28,65 milhões de CPFs com saldo positivo, segundo dados atualizados pelo Ministério da Fazenda.
Quem ainda tiver dinheiro nas plataformas pode pedir o resgate até as 23h59 de segunda-feira. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deixam de operar, conforme o cronograma previsto pela Medida Provisória nº 1.394/2026, que determinou o encerramento das atividades.
Entre 7 e 8 de outubro, as empresas deverão informar às instituições financeiras os valores que não tiverem sido retirados, separados por CPF. Depois, entre 9 e 14 de outubro, os bancos deverão fazer a devolução do dinheiro aos apostadores.
Se houver algum impedimento para a restituição, os valores serão transferidos para a Caixa Econômica Federal a partir de 14 de outubro, e o banco ficará responsável pela devolução.
Fiscalização de sites ilegais
Na quinta-feira (1º), um decreto ampliou a estrutura de fiscalização do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A pasta passa a ter mais atribuições para acompanhar plataformas, pedir informações, analisar relatórios, notificar provedores e lojas de aplicativos e abrir processos administrativos.
A Polícia Federal também passou a contar com uma unidade permanente voltada ao combate à lavagem de dinheiro e à recuperação de ativos. A estrutura terá divisões específicas para apostas ilegais e manipulação de resultados esportivos, além de atuar em casos envolvendo criptomoedas e outros ativos virtuais. Para reforçar a estrutura, o decreto remanejou 46 cargos e funções para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
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