O Vale do Silício está em busca de um novo marco: transformar uma startup privada na primeira empresa não listada avaliada em US$ 1 trilhão. Esse objetivo surge em meio ao crescimento acelerado da inteligência artificial e mudanças nas estratégias de venture capital. A informação é do *The Economist*.
Atualmente, a Nvidia, avaliada em US$ 4 trilhões, serve como modelo. A fabricante de chips alcançou esse valor após se tornar pública, o que lhe garantiu liquidez e acesso a um amplo leque de investidores. Em contraste, startups como a OpenAI, avaliada em US$ 300 bilhões, ainda não possuem a mesma previsibilidade de receita ou histórico de resultados.
A principal diferença entre empresas abertas e privadas é a necessidade de divulgação de balanços e cumprimento de exigências regulatórias. Startups privadas, por sua vez, podem crescer sem a pressão de revelar números detalhados. A OpenAI, criadora do ChatGPT, é vista como a principal candidata a atingir a marca de US$ 1 trilhão, atraindo investimentos significativos de gigantes como Microsoft e SoftBank.
Mudanças nas Estratégias de Investimento
Os grandes fundos de venture capital estão alterando suas abordagens. Em vez de pressionar startups a abrir capital rapidamente, estão criando fundos permanentes e veículos conhecidos como “continuation funds”. Essa estratégia visa manter investimentos por mais tempo em empresas privadas, permitindo que os fundos capturem a valorização antes do IPO.
Analistas acreditam que não se trata mais de *se* uma empresa atingirá o patamar de US$ 1 trilhão, mas *quando* isso ocorrerá. Embora outras startups, como a Anthropic e a CoreWeave, estejam em ascensão, ainda estão longe do limite de US$ 100 bilhões, que caracteriza os “hectocórnios”. A nova abordagem dos investidores pode aumentar o risco de ficarem presos a empresas supervalorizadas, sem a liquidez garantida dos mercados públicos.
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