O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, em resposta a críticas do governo dos Estados Unidos. Em entrevista à rádio CBN, Haddad classificou os questionamentos como irracionais e comparou a defesa de tecnologias ultrapassadas, como o telefone fixo, à resistência ao avanço do Pix.
Haddad destacou que o sistema não tem relação com o comércio internacional e não deveria ser um ponto de discórdia nas negociações entre Brasil e EUA. Ele afirmou que permitir que o Pix seja visto como uma ameaça ao “império americano” é um caminho perigoso. O ministro enfatizou a importância do sistema para a inclusão financeira, afirmando que ele barateia operações financeiras e promove a bancarização da população.
A declaração de Haddad surge em meio a uma investigação norte-americana que envolve o Pix sob o Capítulo 301, que trata de práticas comerciais consideradas ilegais. O ministro considerou surpreendente o desconforto em relação ao sistema, ressaltando que ele serve como um modelo global de transações financeiras a custo zero.
Além disso, Haddad mencionou que os rumores sobre possíveis sanções ao Brasil chegaram ao governo no último fim de semana, embora não haja confirmação oficial. Ele reafirmou que o Brasil não se afastará das negociações e que os canais diplomáticos com os EUA permanecem abertos, considerando a situação parte de um plano de contingência.
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