O presidente Donald Trump implementou uma estratégia de intervenção direta em empresas, semelhante a ações tomadas em períodos de guerra ou crise econômica. Recentemente, ele adquiriu uma “golden share” na US Steel e anunciou um investimento de US$ 400 milhões na mineradora MP Materials, com o objetivo de reforçar a segurança nacional.
A Nippon Steel, maior produtora de aço do Japão, completou a compra da US Steel por US$ 14,9 bilhões. Como parte do acordo, Trump obteve uma participação especial que lhe confere poder de veto sobre decisões da empresa. Além disso, o Departamento de Defesa dos EUA se tornou o maior acionista da MP Materials, uma ação que visa garantir o acesso a minerais essenciais em um cenário de crescente concorrência com a China.
A administração Trump também propôs a aquisição de 50% do TikTok como parte de uma joint venture, ameaçando banir a plataforma nos EUA caso a empresa não formalize a venda até 17 de setembro. Sarah Bauerle Danzman, especialista do Atlantic Council, observa que um democrata enfrentaria críticas severas por ações semelhantes, enquanto Trump está expandindo os limites da intervenção estatal na economia.
Intervenções Estratégicas
Historicamente, os EUA intervieram em setores estratégicos em momentos críticos, como a ajuda financeira a empresas como Lockheed e Chrysler nos anos 1970, e a aquisição de uma participação majoritária na General Motors durante a crise financeira de 2008. A atual administração está desenvolvendo uma política para apoiar empresas americanas em setores estratégicos, especialmente contra a concorrência estatal da China.
O Secretário do Interior, Doug Burgum, indicou que o governo pode precisar investir em empresas que competem com a China em minerais essenciais. O investimento do Pentágono na MP Materials é visto como um modelo para futuras parcerias público-privadas, segundo o CEO James Litinsky, que destacou a importância de acelerar o livre mercado e garantir a cadeia de suprimentos desejada.
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