A indústria de vinhos e destilados da União Europeia (UE) aguarda com expectativa o desfecho das negociações comerciais entre os EUA e a UE, após a recente exclusão do setor do novo acordo. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que o acordo, que impõe tarifas de 15% sobre produtos da UE, não abrange vinhos e destilados. Contudo, há promessas de que um acordo específico para o setor será discutido nas próximas semanas.
A pressão sobre os fabricantes de bebidas alcoólicas tem aumentado, especialmente em um cenário de consumo em queda e mudanças nos hábitos dos consumidores. A esperança de um alívio tarifário fez com que ações de empresas como Pernod Ricard e Diageo apresentassem leve alta, embora a incerteza tenha reduzido esses ganhos rapidamente. O Comitê Europeu das Empresas de Vinho (CEEV) pediu a inclusão do setor em um arranjo de tarifas zero, ressaltando que o comércio de vinho beneficia tanto empresas da UE quanto dos EUA.
O comércio de álcool representa uma parte significativa das exportações da UE para os EUA, totalizando cerca de 9 bilhões de euros em 2024. Em contrapartida, os EUA exportaram 1,2 bilhão de euros em destilados para a UE no mesmo ano. A CEEV alertou que a imposição de tarifas poderia forçar os vinicultores europeus a aumentar os preços, o que poderia resultar na saída de algumas empresas do mercado americano.
A incerteza em torno das tarifas continua a impactar negativamente o setor, com analistas prevendo que isso afetará as margens de lucro, mesmo com tentativas de mitigação, como o aumento de preços. A CEEV destacou que tarifas anteriores, como a de 10% imposta durante a administração Trump, resultaram em uma queda de 12% no faturamento dos produtores de vinho. A expectativa é que as negociações em andamento tragam um resultado favorável para o setor nos próximos dias.
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