Um tribunal federal dos Estados Unidos decidiu, nesta segunda-feira, não bloquear a revogação da isenção de tarifas para pacotes de baixo valor, conhecida como de minimis. A decisão afeta diretamente a Detroit Axle, que havia solicitado a suspensão da medida do governo Trump, alegando que sua continuidade é vital para o seu modelo de negócios.
A corte, composta por três juízes, argumentou que o caso da Detroit Axle já está coberto por outra ação judicial em andamento, que contesta diversas tarifas impostas pelo ex-presidente. A Detroit Axle, que depende de peças importadas da China, enfrenta um cenário desafiador, uma vez que as novas tarifas podem inviabilizar sua operação.
A empresa, que já havia se beneficiado da isenção de tarifas para produtos com valor inferior a 800 dólares, alertou que a revogação pode levar ao fechamento de suas instalações em Michigan e à demissão de centenas de funcionários. A Detroit Axle argumenta que a abrupta mudança nas políticas tarifárias, especialmente a ordem executiva de 3 de abril que encerrou a isenção, representa uma ameaça existencial ao seu negócio.
Com as tarifas sobre produtos chineses chegando a 72,5%, a empresa afirma que não consegue mais importar peças a preços viáveis. A Detroit Axle, que abriu um centro de distribuição no México para contornar as tarifas, agora se vê em uma situação crítica. Em um comunicado, a companhia destacou que a imposição repentina de tarifas prejudicou severamente sua cadeia de suprimentos e aumentou os custos de operação.
A corte federal, ao negar o pedido de liminar da Detroit Axle, reafirmou que não concederá alívio redundante enquanto o caso mais amplo sobre as tarifas continua a ser analisado. A próxima audiência sobre a questão das tarifas está marcada para quinta-feira, quando se espera que novos desdobramentos ocorram.
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