Jerome Powell, presidente do Fed, enfrenta crescente pressão política enquanto sua gestão se aproxima do fim. Uma pesquisa da CNBC revela um empate entre possíveis substitutos para Powell, com 24% dos entrevistados apontando o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o ex-governador do Fed, Kevin Warsh, como favoritos. Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, segue de perto com 22%.
A administração Trump tem pressionado Powell a cortar as taxas de juros, alegando que ele não agiu rapidamente o suficiente. O presidente também criticou a gestão de reformas na sede do Fed, embora tenha amenizado suas críticas após uma visita ao local. Powell pode permanecer como governador até 2028, mesmo após o término de seu mandato em maio de 2026. A pesquisa indica que 84% dos respondentes acreditam que ele não será demitido antes do fim de seu mandato.
A expectativa de cortes nas taxas de juros persiste, mas a incerteza sobre tarifas e a economia continua. Embora 56% dos entrevistados afirmem que a pressão do presidente não impacta a política monetária, 42% acreditam que isso torna os cortes menos prováveis. A maioria dos analistas prevê cortes nas taxas em setembro e antes do final do ano, reduzindo a taxa de fundos para cerca de 3,9%.
A incerteza em torno das tarifas comerciais é vista como a principal ameaça à expansão econômica, mas a percepção sobre seu impacto tem diminuído. A probabilidade de uma recessão no próximo ano caiu para 31%, e o crescimento do PIB é projetado em 1,4%. Apesar de um cenário econômico mais otimista, 84% dos entrevistados consideram as ações do mercado sobrevalorizadas, refletindo preocupações com a volatilidade e o mercado de trabalho.
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