Em sua primeira aparição pública como executivo do Nubank, Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, defendeu o Pix contra críticas recentes dos Estados Unidos. O país iniciou uma investigação sobre o sistema de pagamentos instantâneos, considerando-o uma possível prática desleal. Campos Neto afirmou que as críticas são passageiras e que o Pix trouxe uma transformação significativa para o Brasil.
Durante um videocast do Nubank, Campos Neto destacou que o Pix é um bem público criado para empoderar as pessoas, e não para gerar lucro ou eliminar concorrência. Ele enfatizou que o sistema não foi projetado para arrecadar impostos, mas sim para promover inclusão financeira. “Esse barulho que estamos vendo agora é provavelmente passageiro”, disse.
O ex-presidente do Banco Central também mencionou que recebeu mensagens de diversos países, incluindo presidentes de bancos centrais, demonstrando interesse pelo funcionamento do Pix. “O sistema funciona tão bem que tem sido uma inspiração para outros países da América Latina e de outros lugares,” afirmou. Ele citou a possibilidade de implementação de sistemas semelhantes no México, na Colômbia e na Coreia do Sul.
Inovação e Futuro
Campos Neto acredita que o Pix é apenas o início de uma revolução tecnológica na economia, que inclui conceitos como open finance e tokenização. Ele revelou que, ao desenvolver o sistema, estudou o modelo indiano e buscou insights com gamers, que estão na vanguarda dos pagamentos digitais. Os cinco princípios que emergiram das conversas foram: barateza, rapidez, transparência, abertura e segurança.
Esses fundamentos, segundo Campos Neto, são a base do Pix e refletem uma visão mais ampla de como a intermediação financeira pode ser mais inclusiva e competitiva. O ex-presidente do Banco Central reafirmou que o sistema é uma ferramenta essencial para o futuro das finanças no Brasil e além.
Entre na conversa da comunidade