A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, anunciou que o Brasil buscará ampliar a lista de exceções à sobretaxa de 40% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que entrou em vigor em 9 de julho, resultou em um aumento total de 50% nas tarifas, afetando diversas exportações, incluindo carnes, café e calçados.
Durante uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, Prazeres destacou que o Brasil não representa um problema comercial para os EUA, enfatizando a complementariedade econômica entre os dois países. Ela argumentou que, com um déficit superior a US$ 28 bilhões nas relações comerciais, o Brasil não deveria ser alvo de tais tarifas.
O governo americano já divulgou uma lista com 700 exceções, incluindo produtos como suco de laranja e peças aeronáuticas da Embraer. Para apoiar as empresas afetadas, o Brasil anunciou um plano de socorro que contará com o apoio do Congresso Nacional. O pacote inclui medidas como linhas de crédito subsidiado e compras governamentais, visando proteger a indústria e os empregos no país.
Tatiana Prazeres definiu o esforço como um “esforço coletivo”, ressaltando a importância do envolvimento do Legislativo para encontrar soluções que minimizem os impactos do tarifaço. O governo brasileiro está determinado a buscar alternativas que garantam a competitividade das exportações nacionais no mercado internacional.
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