As moedas de mercados emergentes têm se valorizado em relação ao dólar em 2023, impulsionadas pela postura dovish do Federal Reserve e pela cautela dos bancos centrais locais. O Citi prevê que essa tendência de valorização deve continuar no curto prazo, apesar de alertas sobre uma possível correção do dólar e desafios que podem surgir no segundo semestre de 2024.
De acordo com Luis Costa, estrategista chefe de mercados emergentes do Citi, a compra de moedas de mercados emergentes gerou retornos significativos, com um índice da Bloomberg que mede o carry trade de oito mercados emergentes subindo mais de 10% este ano. Essa estratégia, que envolve empréstimos em países com juros baixos para investir em ativos de maior rendimento, está a caminho do maior ganho anual desde 2017.
A postura cautelosa dos bancos centrais dos mercados emergentes, que se mantém praticamente neutra, sugere a sustentabilidade das taxas de juros reais. O Bloomberg Dollar Spot Index, por sua vez, caiu 7,8% em 2023, refletindo incertezas sobre a estabilidade da moeda de reserva mundial. Apesar disso, alguns analistas, como os do HSBC Holdings, alertam que a venda do dólar pode estar se aproximando de um ponto crítico.
Expectativas Futuras
O real brasileiro se destacou, com um ganho superior a 20% em relação ao dólar. O Citi permanece otimista em relação à moeda, embora Costa tenha advertido que as perspectivas podem se complicar no próximo ano. A combinação de condições financeiras frouxas e uma política fiscal mais relaxada pode levar a economia dos EUA a uma recuperação que impactaria negativamente os ativos internacionais.
Além disso, os estrategistas do Citi recomendaram a compra da lira turca em relação ao dólar, destacando a busca por oportunidades em mercados emergentes. A expectativa de um Federal Reserve ainda mais dovish em 2026 também influencia as decisões dos investidores, que continuam a monitorar o cenário econômico global.
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