O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeffrey Schmid, manifestou ceticismo sobre a possibilidade de cortes nas taxas de juros em setembro, enfatizando que ainda há trabalho a ser feito para controlar a inflação. Durante uma entrevista à CNBC, Schmid afirmou que dados definitivos são necessários antes de qualquer mudança na política monetária. Ele destacou que a inflação pode estar mais próxima de 3% do que da meta de 2%.
As declarações de Schmid ocorrem em um momento em que os mercados estão precificando uma chance de 80% de uma redução de 0,25 ponto percentual nas taxas durante a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto, marcada para os dias 16 e 17 de setembro. O ex-presidente Donald Trump e outros membros da administração têm pressionado o Fed a cortar as taxas, argumentando que isso é essencial para estimular o mercado imobiliário e reduzir os custos de empréstimos do governo.
Pressão Política e Controvérsias
A pressão política sobre o Federal Reserve aumentou, especialmente com as recentes alegações de Trump e do diretor da Federal Housing Finance Agency, William Pulte, que acusaram a governadora Lisa Cook de fraude hipotecária. Cook negou as acusações e afirmou que não será “intimidada” a deixar seu cargo. Schmid comentou que a situação exige uma discussão aberta sobre o papel do Fed e sua importância para o público americano.
Além disso, as atas da reunião de julho revelaram preocupações dos oficiais com a inflação e o desemprego. Schmid acredita que o mercado de trabalho está em uma condição “sólida”, mas reconhece que a luta contra a inflação ainda não foi vencida. Ele concluiu que o Fed precisa de mais tempo e dados para tomar decisões informadas sobre a política monetária.
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