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Tarifa de Trump impacta 3,3% das exportações brasileiras, afirma Alckmin

Alckmin destaca que Brasil busca alternativas e acordos para enfrentar a crise comercial e reduzir impactos das tarifas dos EUA

Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante Entrevista coletiva no Palácio do Planalto em Brasília. (Foto: Cadu Gomes/VPR)
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O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil está preparado para superar a crise comercial provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Durante um debate em Brasília no último sábado, Alckmin destacou a menor dependência do mercado norte-americano, que caiu de 24% nas exportações brasileiras na década de 1980 para 12% atualmente. Ele observou que apenas 3,3% das exportações estão diretamente afetadas pelo aumento das tarifas.

Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mencionou que 36% das exportações para os EUA são as mais impactadas, especialmente em setores como máquinas, equipamentos e indústria têxtil. O vice-presidente ressaltou que produtos alimentícios, como carne e café, têm alternativas de mercado, enquanto os manufaturados enfrentam desafios maiores para realocação.

Medidas e Acordos Comerciais

O governo brasileiro está tomando medidas para mitigar os efeitos negativos das tarifas. Entre as ações estão a abertura de linhas de crédito, a suspensão de tributos sobre insumos importados e o aumento da restituição de tributos federais para empresas afetadas. Alckmin também mencionou a importância de expandir mercados, com a expectativa de que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final do ano.

Além disso, o Brasil já apresentou uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas dos EUA, e Alckmin acredita que o caso pode ser levado a tribunais norte-americanos. Ele enfatizou que não se deve usar políticas regulatórias por motivos partidários e que o Brasil não desistirá de buscar a redução das alíquotas.

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