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Lula assina decreto para fortalecer indústria e combater aumento de tarifas

Governo libera crédito para modernização industrial e busca aumentar competitividade em meio a tarifas de importação elevadas dos EUA

Taxa das blusinhas avança pela América Latina contra e-commerce da China (Foto: Reprodução)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que libera R$ 12 bilhões em crédito para a modernização da indústria brasileira. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 25 de agosto, e visa a aquisição de máquinas e equipamentos, com o objetivo de aumentar a competitividade do setor.

O programa, que conta com R$ 10 bilhões do BNDES e R$ 2 bilhões da Finep, oferece juros entre 7,5% e 8,5% ao ano. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, destacou que essa iniciativa é uma resposta ao aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos, que impactou negativamente as empresas brasileiras.

Detalhes do Programa

O novo programa, denominado Crédito Indústria 4.0, permitirá que as empresas modernizem seu parque fabril, com foco em digitalização e automação. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que o governo já destinou R$ 40 bilhões em crédito para apoiar empresas afetadas pelas tarifas, sendo R$ 30 bilhões para aquelas que sofreram perdas significativas no faturamento.

As condições de financiamento são favoráveis, permitindo que as empresas depreciem a compra de máquinas em dois anos, ao invés de quinze. O crédito já está disponível e a liberação dos recursos deve ocorrer em meados de setembro, após a confirmação das empresas elegíveis pelo Ministério do Comércio.

Impacto no Setor Industrial

Essa ação é parte da política Nova Indústria Brasil, que busca fortalecer o setor industrial e aumentar a competitividade em um cenário global desafiador. O pacote de apoio também inclui garantias para micro e pequenas empresas, priorizando aquelas que enfrentaram quedas superiores a 5% no faturamento devido às tarifas de exportação.

Com essas medidas, o governo brasileiro pretende mitigar os efeitos negativos das tarifas e impulsionar a modernização da indústria, promovendo um salto em produtividade e eficiência energética.

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