Menos de uma semana após o lançamento do programa Brasil Soberano, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou a possibilidade de suspender a cobrança de empréstimos para empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos EUA. A medida foi discutida em reunião com prefeitos de cidades impactadas, liderados por Eduardo Paes, presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
O programa, que destina R$ 40 bilhões em linhas de crédito, visa apoiar exportadores que enfrentam dificuldades devido ao tarifaço do governo Trump. Mercadante destacou que a suspensão, conhecida como “stand still”, poderia aliviar a pressão sobre empresas que já possuem dívidas com o banco. Ele não especificou prazos ou a abrangência da medida, mas mencionou que a situação é semelhante a ações anteriores adotadas durante a pandemia e em resposta a desastres naturais.
Juros Subsidiados
Durante a reunião, Mercadante também defendeu a implementação de juros subsidiados para os financiamentos emergenciais. Ele argumentou que o custo fiscal de não agir seria maior, considerando o impacto sobre o emprego e a receita dos municípios. O presidente do BNDES enfatizou que as empresas afetadas não são responsáveis pelas tarifas e que muitas têm um histórico de exportação de qualidade para o mercado americano.
O BNDES já havia anunciado que as linhas de crédito do Brasil Soberano incluem R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos próprios. A expectativa é que os primeiros empréstimos sejam aprovados em 15 de outubro, desde que os dados necessários sejam recebidos a tempo.
Apoio dos Prefeitos
Eduardo Paes elogiou as iniciativas do BNDES, afirmando que as informações recebidas superaram as expectativas dos prefeitos presentes. A reunião foi vista como um passo importante para garantir suporte às cidades mais afetadas pelo tarifaço, trazendo esperança para a recuperação econômica das regiões impactadas.
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