O índice S&P 500, referência da bolsa dos Estados Unidos, alcançou máximas históricas em 2025. As dez maiores empresas do índice, em sua maioria do setor de tecnologia, representavam 39,5% do valor total em julho, o maior nível já registrado. Segundo a Morningstar, nove dessas companhias possuem valor de mercado superior a US$ 1 trilhão, com Nvidia e Microsoft liderando em receita e lucro.
Os dados revelam que os investidores estão pagando 3,23 vezes as vendas das empresas do S&P 500, um recorde histórico. A relação preço/lucro (P/L) também está acima da média, em 22,5 vezes os lucros projetados para os próximos 12 meses, em comparação com a média de 16,8 vezes desde 2000. Essa concentração em poucas ações gera preocupações entre analistas, que alertam sobre os riscos associados.
Em abril, medidas tarifárias do governo dos EUA impactaram mais severamente as chamadas “Sete Magníficas” do que o restante do índice. Apesar do peso das megacaps de tecnologia, a média das demais empresas do S&P 500 não apresenta avaliações tão extremas. Quando ponderado igualmente, o índice negocia a 1,76 vez as vendas, acima da média histórica de 1,43.
Analistas indicam que empresas que utilizam inteligência artificial para aumentar a produtividade, mas que ainda não apresentam múltiplos elevados, podem se tornar alternativas relevantes para investidores. A dinâmica atual do mercado sugere que, embora as grandes empresas de tecnologia dominem, há oportunidades em setores menos valorizados.
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