William Bengen, criador da famosa regra de retirada de 4% para aposentados, atualizou suas recomendações, sugerindo uma taxa de 4,7% como mais segura. Essa mudança reflete a necessidade de considerar fatores financeiros individuais ao planejar retiradas na aposentadoria.
Em 1994, Bengen introduziu a regra após analisar dados financeiros, oferecendo uma diretriz para aposentados que ainda é relevante. Ele observa que a inflação, considerada o “maior inimigo dos aposentados”, deve ser levada em conta ao determinar quanto retirar anualmente. A nova taxa de 4,7%, chamada de “Universal Safemax”, representa o máximo seguro para todos os aposentados, embora alguns possam retirar até 7,1% em determinadas circunstâncias.
Bengen destaca que a regra de 4% não se aplica a todos os anos de aposentadoria. O percentual deve ser ajustado anualmente para refletir a inflação, semelhante ao ajuste do benefício da Previdência Social. Além disso, ele sugere que os aposentados considerem suas situações financeiras, como a duração do planejamento, a alocação de ativos e a intenção de deixar heranças.
A inflação recente tem gerado preocupações. Uma pesquisa revelou que 63% dos aposentados temem que os aumentos de preços superem os ajustes da Previdência. Bengen alerta que, em tempos de alta inflação, os aposentados devem estar prontos para reduzir gastos. A taxa de inflação atual é de 2,7%, bem abaixo do pico de 9% registrado em junho de 2022, mas ainda assim, os aposentados devem se preparar para os desafios financeiros que podem surgir.
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