O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva nesta quinta-feira, 4 de setembro, que formaliza um acordo comercial com o Japão. O pacto estabelece uma tarifa-base de 15% sobre quase todas as importações japonesas, visando reduzir tensões comerciais entre os dois países.
O novo decreto traz exceções para setores como automóveis, aeroespacial, farmacêutico genérico e recursos naturais não disponíveis nos EUA. Para produtos japoneses com tarifas inferiores a 15%, a soma da tarifa atual e da taxa adicional deverá totalizar 15%. Itens com alíquota já igual ou superior a 15% não sofrerão cobranças extras. As tarifas retroagem a 7 de agosto de 2025, com previsão de reembolso para produtos já desembarcados.
Acordos e Compromissos
O acordo também prevê um aumento de 75% nas compras de arroz americano pelo Japão, além de aquisições anuais de produtos agrícolas, como milho e soja, totalizando US$ 8 bilhões por ano. O Japão se comprometeu a aceitar veículos de passageiros fabricados nos EUA sem testes adicionais e a adquirir aeronaves comerciais e equipamentos de defesa americanos.
A Casa Branca destacou que o governo japonês se comprometeu a investir US$ 550 bilhões nos Estados Unidos, com o objetivo de gerar centenas de milhares de empregos e expandir a manufatura doméstica. O comunicado enfatiza que o acordo é necessário para reduzir ameaças à segurança nacional e fortalecer a base industrial do país.
Monitoramento e Expectativas
O governo americano monitorará a implementação dos compromissos do Japão e poderá modificar a ordem em caso de descumprimento. A expectativa é que o acordo facilite o comércio bilateral e melhore as relações entre os dois países, que enfrentaram divergências nas negociações anteriores. A redução das tarifas é vista como uma vitória para o Japão, que buscava uma solução para as tarifas elevadas que impactavam suas exportações.
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