O Federal Reserve (Fed) deve ser o foco das atenções em sua próxima reunião, marcada para quarta-feira, com a expectativa de que o novo membro indicado por Donald Trump, Stephen Miran, apresente sua previsão no “dot plot”. Essa reunião pode ser histórica, pois é a primeira desde dezembro em que o Fed pode anunciar cortes significativos nas taxas de juros.
A reunião pode revelar a crescente influência da administração Trump sobre o Fed. Peter Corey, estrategista-chefe da Pave Finance, destacou que será possível quantificar o grau de independência do Fed. Miran deve divergir do consenso, sugerindo cortes mais profundos nas taxas, enquanto outros membros, como os governadores Christopher Waller e Michelle Bowman, também podem se alinhar a essa nova perspectiva.
Em junho, o “dot plot” indicou três cortes de 0,25 ponto percentual até o final de 2026. A expectativa é que Miran, Waller e Bowman se unam em suas previsões, o que poderia sinalizar uma mudança significativa na política monetária. Se isso ocorrer, a percepção de erosão da independência do Fed pode impactar negativamente os ativos dos EUA, com possíveis consequências para o mercado de títulos e a demanda de investidores estrangeiros.
A reunião também pode provocar reações no mercado de ações. Um “dot plot” mais dovish pode impulsionar ações de grandes empresas e setores sensíveis a juros. Contudo, a movimentação conjunta dos três membros pode gerar preocupações sobre a autonomia do Fed, afetando a confiança dos investidores e a valorização do dólar.
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