A Ford e a General Motors (GM) desistiram de um plano para manter o crédito fiscal de US$ 7.500 para veículos elétricos (EVs) após a intervenção de senadores republicanos. O esquema, que buscava permitir que os clientes continuassem a usufruir do benefício até o fim do ano, foi considerado uma violação da intenção do Congresso. A decisão foi anunciada na última quarta-feira, quando a GM abandonou a proposta, seguida pela Ford.
Os fabricantes de automóveis tinham como objetivo suavizar o impacto da expiração do crédito, que termina em 30 de setembro. Durante julho e agosto, as vendas de EVs aumentaram significativamente, à medida que os consumidores se apressavam para aproveitar o incentivo. Especialistas alertam que, sem o crédito, as vendas de veículos elétricos devem cair drasticamente.
Planos Cancelados
Inicialmente, a Ford e a GM planejavam trabalhar com suas redes de concessionárias para oferecer um programa que permitisse aos clientes continuar recebendo o crédito fiscal em veículos alugados. O plano incluía a compra de EVs de seus próprios revendedores, com os fabricantes financiando os pagamentos iniciais para que os concessionários pudessem alugar os veículos com o desconto já incluído. Contudo, a denúncia dos senadores Bernie Moreno (R-Ohio) e John Barrasso (R-Wyoming) ao Departamento do Tesouro levou ao cancelamento dessa estratégia.
Após a desistência, a Ford declarou que não reivindicará o crédito fiscal, mas manterá pagamentos de aluguel competitivos e continuará a oferecer financiamento de 0% por 72 meses em seus veículos elétricos. A empresa reafirmou seu compromisso em fornecer opções acessíveis para os consumidores que desejam comprar um EV.
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