As vendas da Shein nos Estados Unidos enfrentaram uma queda significativa após o término da isenção tarifária para remessas de até US$ 800, conhecida como “minimis”. Essa mudança ocorreu em 29 de agosto e, em setembro, as vendas da empresa recuaram cerca de 8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, marcando o segundo pior desempenho mensal da marca nos últimos três anos.
O governo Trump justificou o fim da política como uma medida para equilibrar a concorrência entre empresas americanas e estrangeiras. A Shein, que cresceu rapidamente nos últimos anos, se beneficiou dessa isenção, mas agora enfrenta um cenário mais desafiador. Análises da Bloomberg Second Measure revelam que a empresa viu suas vendas mensais cair quase 11% antes do término da isenção, indicando uma tendência de queda que se intensificou.
Impacto no Setor de Fast Fashion
Com a eliminação do “minimis”, analistas apontam que concorrentes como H&M e Zara podem se beneficiar, uma vez que a competitividade de preços da Shein foi afetada. Poonam Goyal, analista da Bloomberg Intelligence, destacou que o campo de atuação foi “nivelado”, o que pode impactar a atração de consumidores que buscam preços mais acessíveis.
A Shein, que registrou vendas trimestrais próximas a US$ 10 bilhões no início do ano, está revisando sua estratégia. A empresa já havia aumentado os preços antes do fim da isenção e, recentemente, diminuiu sua busca por uma oferta pública inicial, além de diversificar sua cadeia de suprimentos para reduzir a dependência da China.
O impacto da mudança tarifária é visível entre os consumidores. Natasha Kuliecza, estudante da Universidade Rutgers e compradora frequente da Shein, mencionou que tem buscado alternativas como Amazon e Target, citando o aumento dos preços e prazos de entrega como fatores decisivos.
A Shein não comentou oficialmente sobre a situação, mas a mudança nas condições de mercado pode redefinir sua trajetória nos próximos meses.
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