A bolsa brasileira registrou uma alta de 0,65%, fechando a 142.603,66 pontos nesta quarta-feira, 15 de outubro. O movimento foi impulsionado pelo bom humor nos mercados externos, especialmente após resultados positivos de bancos norte-americanos como Bank of America e Morgan Stanley. Além disso, o desempenho de fabricantes de chips também contribuiu para o otimismo.
O volume financeiro na B3 alcançou R$ 45,6 bilhões após ajustes, refletindo um dia de vencimento de contratos futuros do Ibovespa e opções sobre o índice. Durante o pregão, o índice variou entre 141.153,91 e 142.905,10 pontos. O especialista em investimentos Leonardo Santana, da Top Gain, destacou que a expectativa de cortes de juros nos EUA tem atraído capital estrangeiro para o Brasil, beneficiando o mercado local.
Contexto Externo
Os resultados financeiros nos EUA, que superaram as expectativas de Wall Street, ajudaram a elevar o ânimo dos investidores. O índice S&P 500, por exemplo, fechou com alta de 0,41%. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, deixou em aberto a possibilidade de cortes na taxa de juros, indicando um cenário de baixa contratação e demissões no mercado de trabalho americano.
No cenário internacional, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que planeja apresentar candidatos para liderar o Fed, destacando a necessidade de uma “mente aberta” em relação à política monetária.
Mercado de Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar fechou em leve baixa de 0,16%, cotado a R$ 5,4622. O movimento acompanhou a queda da moeda americana frente a outras divisas, refletindo um apetite por ativos de risco. O real também se beneficiou de um diferencial de juros atrativo, com a Selic mantida em 15%.
Além disso, o Banco Central do Brasil vendeu 40 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos, enquanto o fluxo cambial acumulou US$ 501 milhões positivos até o dia 10 de outubro. O cenário externo, com a expectativa de cortes de juros, continua a influenciar o mercado financeiro brasileiro.
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