A Rússia enfrenta uma grave escassez de gasolina, resultado de ataques ucranianos a suas refinarias. O problema já afeta 20% do fornecimento nacional e levou ao fechamento de mais de 14% das gasolineras no sudoeste do país. O Kremlin está considerando suspender tarifas de importação de gasolina e aumentar importações de aliados, como Bielorrússia, que já quadruplicou o envio de combustível.
Com a produção interna em queda, a Rússia tem priorizado a exportação de petróleo bruto, enviando grandes volumes para China e Índia. Em outubro, a capacidade de refino caiu para 4,8 milhões de barris diários, quase meio milhão a menos do que em julho. A situação é crítica, especialmente em regiões com conectividade limitada, como a Crimeia, onde metade das gasolineras estão fechadas temporariamente.
Medidas Governamentais
Para mitigar a crise, o governo russo já havia proibido a exportação de combustíveis automotivos, exceto em casos específicos. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak anunciou que essa proibição se estenderá até o final do ano. Além disso, o Kremlin implementou uma moratória até maio de 2026 para compensar as petrolíferas pelas diferenças de preços, uma tentativa de incentivar o abastecimento interno.
Aumento de filas em gasolineras e o encarecimento do combustível têm gerado pânico entre os consumidores. O preço da gasolina já subiu 8,5% em relação ao ano anterior, superando a inflação oficial. As restrições de abastecimento foram impostas em várias regiões, incluindo Cheliábinsk e Tiumên, onde limites de 30 litros por cliente foram estabelecidos.
Impacto e Perspectivas
Especialistas alertam que, embora a situação atual não pareça crítica em termos gerais, o fechamento de centenas de gasolineras pode ter consequências significativas para empresas e regiões específicas. A consultoria OMT-Konsalt aponta que as perturbações localizadas podem impactar a logística e o mercado de atacado, criando uma reação em cadeia.
O Kremlin tenta acalmar a população, mas o aumento das tensões e os constantes ataques a infraestrutura energética indicam que a crise pode se agravar. A resposta da Rússia aos desafios enfrentados no setor de combustíveis continua a ser monitorada de perto, com a expectativa de que os ataques ucranianos se intensifiquem.
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