As empresas globais estimam que os custos decorrentes das tarifas comerciais dos Estados Unidos ultrapassam US$ 35 bilhões (aproximadamente R$ 187,89 bilhões). Esse cenário se intensificou antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre, com muitas companhias ajustando suas previsões devido a novos acordos comerciais que reduziram a exposição às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
As tarifas, que atingiram os níveis mais altos desde a década de 1930, inicialmente geraram expectativas de custos de US$ 21 bilhões a US$ 22,9 bilhões para 2025 e cerca de US$ 15 bilhões para 2026. Contudo, as revisões para baixo nas estimativas começaram a surgir após o fechamento de acordos mais favoráveis com a União Europeia e o Japão, que ajudaram a amenizar o impacto financeiro.
Mudanças nas Projeções
O aumento nos custos é significativamente influenciado pela estimativa de US$ 9,5 bilhões da Toyota. Empresas como Remy Cointreau, Pernod Ricard e Sony também revisaram suas previsões após os novos acordos. O total de US$ 35 bilhões é um aumento em relação aos US$ 34 bilhões registrados em maio, quando as tarifas do “Dia da Liberação” de Trump impactaram as cadeias de suprimento global.
Antonio Filosa, CEO da Stellantis, destacou que as tarifas estão se tornando uma variável mais previsível em suas operações. Ele anunciou um investimento de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 69,79 bilhões) na fabricação nos EUA, após alertas sobre prejuízos significativos relacionados às tarifas.
Perspectivas Futuras
Andrew Wilson, secretário-geral adjunto da Câmara de Comércio Internacional, mencionou que, apesar de um aparente alívio, ainda há complexidades e incertezas no cenário comercial. Recentemente, Trump sugeriu a possibilidade de tarifas adicionais de 100% sobre produtos da China, embora tenha afirmado que essas tarifas não seriam sustentáveis. A situação continua a evoluir, exigindo que as empresas se adaptem rapidamente às novas condições do mercado.
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