A Argentina está a caminho de uma colheita recorde de trigo para a safra 2025/26, com projeções que indicam 23 milhões de toneladas, um aumento de 24% em relação ao ciclo anterior. A recuperação é significativa após a seca de 2023, que reduziu a produção a 12,6 milhões de toneladas, o menor nível em mais de uma década. Em 2024, a produção subiu para 18,5 milhões de toneladas, refletindo um cenário de estabilização na demanda e nas exportações.
As estimativas para a área semeada são de aproximadamente 6,9 milhões de hectares, impulsionadas por condições climáticas favoráveis e políticas de insumos mais acessíveis. A província de Buenos Aires, responsável por cerca de 40% da produção nacional, continua a ser o principal motor do setor. Santa Fé e Córdoba também contribuem com rendimentos crescentes e diversificação de variedades.
Exportações em Alta
As exportações de trigo argentino estão em ascensão. Em 2023, o país exportou apenas 3,6 milhões de toneladas, mas esse número aumentou para 8,8 milhões em 2024. Para 2025, as expectativas superam 12 milhões de toneladas, representando metade da colheita total, com receitas estimadas em US$ 2,7 bilhões. O Brasil permanece como o maior comprador, absorvendo cerca de 70% da demanda externa.
Apesar do crescimento, os preços do trigo estão em queda, cotados a US$ 180 por tonelada, o nível mais baixo desde 2020. Isso se deve a colheitas recordes em outros países como Rússia e Canadá, além da desaceleração da demanda na Ásia. O novo equilíbrio de preços pode trazer previsibilidade, mas com margens menores.
A recuperação do setor de trigo é crucial para a economia argentina, em um momento em que o país busca equilibrar sua balança comercial. O agronegócio, especialmente o trigo, se reafirma como um motor de crescimento e estabilidade, contribuindo para a geração de divisas e fortalecimento das regiões produtoras.
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