A Maison Krug, uma das mais renomadas casas de champanhe, foi fundada em 1843 em Reims, França. Integrada ao grupo LVMH, a marca é conhecida por sua abordagem artesanal, que prioriza a vinificação de parcelas individuais e longos períodos de envelhecimento. O CEO Manuel Reman destaca que a evolução do champanhe vai além das celebrações, buscando uma conexão mais forte com a gastronomia.
O Krug Grand Cuvée, por exemplo, é um ícone da marca, que combina 150 vinhos de 13 safras diferentes, com um tempo mínimo de envelhecimento de sete anos. A 173ª edição do Grand Cuvée chegou ao Brasil com preço sugerido de R$ 2.600, enquanto o Krug Rosé 29ème Édition foi lançado a R$ 4.600. O Krug 2011 também se junta ao portfólio, embora seu preço ainda não tenha sido divulgado.
Desafios no Mercado Latino-Americano
Durante uma recente entrevista, Reman abordou as dificuldades enfrentadas por consumidores latino-americanos, especialmente no Brasil, onde altos impostos dificultam o acesso aos rótulos. Apesar disso, ele vê um grande potencial na região, onde muitos apreciadores estão ansiosos para descobrir e experimentar champanhes. O restaurante Kinoshita, em São Paulo, é um exemplo de embaixada da marca na América do Sul, promovendo experiências gastronômicas exclusivas.
A Maison Krug está empenhada em ampliar sua presença na América Latina, com planos de desenvolver parcerias com restaurantes e chefs locais. Anualmente, a marca escolhe um ingrediente protagonista para harmonizações, como a cenoura, que será o foco em 2025. Essa estratégia visa criar experiências memoráveis, ligando o champanhe a momentos gastronômicos significativos.
A Filosofia da Maison Krug
A filosofia da Maison Krug é oferecer a mais generosa expressão de champanhe, independentemente das condições climáticas. Para Reman, a individualidade de cada parcela de vinhedo é fundamental, resultando em uma complexidade que encanta os apreciadores. “A precisão e a complexidade são as duas palavras que surgem com mais frequência quando perguntamos o que as pessoas apreciam na Krug”, afirma.
O CEO acredita que o champanhe continuará a ser um produto de celebração, mas também está se inserindo no cotidiano das pessoas. Ele ressalta que a marca não busca apenas vender um produto, mas proporcionar experiências que conectem os consumidores à história e ao savoir-faire da casa.
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