O British Council enfrenta uma grave crise financeira, com uma dívida de aproximadamente £197 milhões após um empréstimo emergencial de £250 milhões durante a pandemia. A organização, que atua na promoção da cultura britânica, vem realizando uma reestruturação severa, incluindo o fechamento de operações em 35 países e a venda de ativos para tentar equilibrar suas contas.
Recentemente, o chefe do British Council, Scott McDonald, propôs transferir a vasta coleção de arte da instituição, composta por cerca de 9.000 obras, ao governo britânico. Essa coleção inclui trabalhos de renomados artistas como Lucian Freud e David Hockney. A ideia é utilizar a transferência como uma forma de saldar parte da dívida. No entanto, McDonald relatou que não obteve muito interesse por parte dos ministros em relação a essa proposta.
Medidas de Reestruturação
A situação financeira do British Council se agravou após a contração do empréstimo emergencial, resultando em pagamentos anuais de juros entre £12 milhões e £15 milhões. Para enfrentar essa crise, a organização já vendeu sete de seus edifícios e planeja vender mais, incluindo propriedades que podem gerar cerca de £90 milhões. Além disso, a revisão da coleção de arte está em andamento, com a possibilidade de descarte de obras que não se encaixem nos objetivos da instituição.
A receita do British Council é majoritariamente proveniente de atividades de ensino e exames, representando 85% do seu faturamento. O restante vem de financiamentos do Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO), que corresponde a 15% da sua renda total. A busca por soluções para garantir a sustentabilidade financeira da organização continua, enquanto a venda de ativos se torna uma prioridade.
Entre na conversa da comunidade