Os acionistas minoritários da Oncoclínicas estão questionando a participação do Goldman Sachs em sua oferta pública inicial (IPO) de 2021. A Associação Brasileira de Investimento, Crédito e Consumo (Abraicc) solicitou a um juiz federal em Manhattan autorização para intimar o banco. O grupo alega que a participação acionária do Goldman não foi informada corretamente no prospecto da empresa.
A disputa gira em torno da aquisição de 16% da Oncoclínicas pelo fundo Centaurus Capital, que, segundo a Abraicc, deveria ter realizado uma oferta pública de aquisição (OPA). O estatuto da empresa estabelece que novos investidores com participação superior a 15% devem fazer uma OPA. No entanto, a Centaurus argumenta que não é obrigada a fazê-lo, pois já era investidora antes do IPO.
Segundo a Abraicc, o prospecto do IPO indicava que o Goldman possuía 94% da companhia. O grupo sustenta que as informações apresentadas aos investidores eram falsas. A Abraicc pretende usar as informações do Goldman em uma ação coletiva contra a Oncoclínicas e a entidade reguladora brasileira.
As ações da Oncoclínicas caíram 2,8% na B3, acumulando uma queda de 6,3% em 2025, enquanto o Ibovespa teve um crescimento de quase 25%. A Abraicc já havia solicitado esclarecimentos à Oncoclínicas sobre a necessidade de OPA pela Centaurus. O Goldman Sachs e a Oncoclínicas não comentaram sobre o caso até o momento.
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