As ações da Sigma Lithium enfrentaram uma queda de 12,6% nesta semana, um dos maiores recuos entre os produtores de lítio. A desvalorização ocorre em meio a incertezas sobre a produção a curto prazo e atrasos em um projeto de expansão vital. A mineradora, que já foi considerada uma das promessas do setor, perdeu quase um terço de seu valor de mercado em apenas dois dias.
Analistas, incluindo o BMO Capital Markets, revisaram suas projeções para baixo após a troca de fornecedores de serviços de mineração pela Sigma. Essa mudança, feita no mês passado, visava aumentar a eficiência na principal mina da empresa no Brasil. No entanto, especialistas alertam que a adoção de caminhões maiores e a modernização dos equipamentos podem aumentar os custos e atrasar o cronograma de expansão.
Dúvidas e Consequências
O analista Joel Jackson, do BMO, destacou que as recentes oscilações nas ações da Sigma refletem uma série de incertezas, como a troca de fornecedores e a estrutura financeira da empresa. O Bank of America também sinalizou preocupações, rebaixando a recomendação das ações de “compra” para “neutra” devido a possíveis atrasos nos pagamentos a fornecedores.
Além disso, a Sigma enfrenta um cenário desafiador com a queda nos preços do lítio e um aumento na fiscalização por parte dos investidores. As ações da empresa já caíram mais de 50% em 2025, após uma perda de 64% em 2024. O mercado global de lítio tem passado por turbulências, influenciado pela demanda abaixo do esperado por veículos elétricos e mudanças nas políticas de energia limpa nos Estados Unidos.
Os resultados do terceiro trimestre da Sigma estão agendados para 14 de novembro, e a expectativa é alta entre os investidores, que aguardam esclarecimentos sobre a situação atual da empresa.
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