A produção de petróleo no campo de Búzios, o maior campo offshore do Brasil, atingiu 1 milhão de barris por dia no último mês, consolidando o país como um dos principais aumentadores de produção fora da Opep. A Petrobras, responsável pela operação, viu sua sexta plataforma flutuante (FPSO) atingir a capacidade total três meses antes do previsto, contribuindo para um crescimento significativo na oferta global de petróleo.
Em agosto, a produção da plataforma Almirante Tamandaré já havia alcançado 225 mil bpd, aumentando para 270 mil bpd na semana passada. Esse crescimento é parte de um esforço contínuo da Petrobras para maximizar a produção em um momento em que os preços do petróleo estão próximos dos menores níveis em cinco anos. A SBM Offshore está em disputa para construir a 12ª FPSO em Búzios, o que pode elevar a produção total do campo para quase 2 milhões de barris por dia.
Contexto do Mercado
A expansão da produção em Búzios ocorre em meio a uma queda de 15% nos contratos futuros de petróleo, à medida que a Opep e seus aliados aumentam a produção, levantando preocupações sobre um possível excesso de oferta. O CEO da Mercuria, gigante de commodities, alertou que o excedente pode chegar a 2 milhões de barris por dia até 2026. Apesar desse cenário, a Petrobras deve reportar US$ 2,2 bilhões em dividendos, refletindo um recorde de exportações que pode mitigar os impactos das oscilações de preços.
O campo de Búzios, licitado em 2019 por um bônus recorde de R$ 68 bilhões, é crucial para o futuro da Petrobras. Poços individuais na área do pré-sal podem produzir até 70 mil barris por dia, destacando a importância geológica da região. Entretanto, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatizou a necessidade de novas descobertas para garantir a continuidade da produção, já que a produção em Búzios pode começar a declinar no final da década.
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