Um juiz da Chancelaria de Delaware negou o pedido da Pfizer para bloquear a oferta de US$ 10 bilhões da Novo Nordisk pela startup Metsera. A decisão foi proferida na quarta-feira, permitindo que a empresa dinamarquesa prossiga com a aquisição da empresa americana, especializada em medicamentos para obesidade. A Pfizer alegava que a oferta da Novo não atendia aos termos do acordo original, mas o juiz Morgan Zurn concluiu que a farmacêutica não apresentou reclamações válidas.
A disputa entre as duas gigantes farmacêuticas se intensificou após a Novo Nordisk aumentar sua proposta, que inicialmente era de US$ 4,9 bilhões. Informações indicam que a Metsera considera a oferta da Novo superior e deu à Pfizer um prazo de dois dias úteis para apresentar uma contraproposta. Caso contrário, a Metsera poderá rescindir seu acordo com a Pfizer.
Implicações da Decisão
A decisão judicial elimina um obstáculo significativo para a Novo Nordisk, que busca adquirir a Metsera, uma startup com produtos promissores no mercado de medicamentos para perda de peso. Além disso, a disputa envolve questões antitruste, com a Pfizer afirmando que a proposta da Novo é anticompetitiva. A Pfizer se comprometeu a continuar sua batalha legal, argumentando que a proposta da Novo não deve ser aprovada por órgãos reguladores.
A Metsera, por sua vez, mantém-se aberta a novas ofertas. A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos já expressou preocupações sobre a proposta da Novo, sugerindo que poderia violar as leis de fusão. A situação se complica ainda mais com as alegações de ambas as partes sobre o valor e a viabilidade das ofertas, enquanto o mercado observa atentamente os desdobramentos dessa rivalidade.
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