A Wise avança em seu plano de se tornar um banco fiduciário nacional nos Estados Unidos, mesmo enfrentando desafios financeiros. A fintech britânica anunciou um aumento de 27% nas despesas administrativas, totalizando £ 466 milhões nos seis meses encerrados em setembro. Desse total, £ 11,5 milhões foram gastos com a dupla listagem no mercado americano.
O lucro da Wise caiu 17%, somando £ 122 milhões no mesmo período. Emmanuel Thomassin, diretor financeiro da empresa, destacou que a nova licença permitirá investimentos significativos no crescimento e aprimoramento de produtos. O processo de solicitação ao Escritório do Controlador da Moeda dos EUA (OCC) está em andamento.
Expansão e Contratações
A operação da Wise nos EUA já conta com mais de 750 funcionários, com 450 deles em Austin, Texas. A fintech está em processo de contratação de mais de mil novos profissionais, refletindo um investimento estratégico em sua capacidade de crescimento. Thomassin afirmou que espera continuar a expansão da equipe no segundo semestre.
A Wise planeja transferir sua listagem principal da bolsa de Londres para o mercado americano no próximo ano, prevendo que suas despesas administrativas alcancem £ 1 bilhão para o exercício completo, incluindo cerca de £ 35 milhões relacionados à dupla listagem.
Desafios do Setor
Apesar das ambições, a Wise enfrenta resistência de associações que representam grandes bancos americanos, como o Bank Policy Institute, que pressionam o OCC a não conceder licenças de banco fiduciário a fintechs. Thomassin reafirmou o compromisso da Wise em trabalhar em conjunto com o regulador durante a análise da proposta, buscando atender a quaisquer preocupações.
A nova listagem e a obtenção da licença são vistas como passos cruciais para a Wise, que pretende formar parcerias com mais de 4 mil bancos nos Estados Unidos.
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