O consórcio Center for Responsible AI, financiado pelo PRR, está desenvolvendo 19 produtos nas áreas de saúde, turismo e retalho, com uma taxa de execução de 80% prevista para os próximos oito meses. O investimento total supera 60 milhões de euros e envolve parcerias com grandes empresas, como Pestana e Sonae.
No dia 25 de novembro, o consórcio apresentará seus avanços no Fórum Responsible AI, em Lisboa. O evento contará com a participação do neurocientista António Damásio e do vice-presidente da Google DeepMind, Fernando Pereira, que discutirão a interação entre inteligência natural e artificial. Entre os produtos em destaque, estão soluções que visam humanizar consultas médicas e restaurar a voz de pacientes com doenças neurodegenerativas, como a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
Produtos em Destaque
Na área da saúde, um dos produtos auxilia médicos a manter o contato visual com os pacientes durante as consultas, enquanto outro, chamado Halo, já demonstrou resultados significativos em restaurar a voz de pessoas afetadas por doenças graves. No setor de turismo, um sistema implementado em mais de 30 hotéis da rede Pestana promete reduzir em 20% o tempo de check-in.
No retalho, o consórcio desenvolveu soluções que automatizam o atendimento ao cliente. Um exemplo é a tecnologia da Visor.ai, que gerencia 99% das chamadas para agendamentos de vacinação em farmácias. Outro produto, da Automaise, foi implementado em parceria com a Sonae para otimizar interações relacionadas ao retorno às aulas.
Expectativas e Desafios
O CEO do consórcio, Paulo Dimas, expressou confiança na conclusão dos produtos dentro do prazo estabelecido. Além disso, o consórcio tem como meta gerar 39 milhões de euros até 2027, com uma expectativa de receita superior a 50 milhões. Dimas enfatiza a importância de expandir as iniciativas para mercados internacionais, destacando que o consórcio é um dos maiores investimentos em IA responsável na Europa, com um total de 77 milhões de euros e 22 parceiros envolvidos.
A ambição é que os produtos desenvolvidos não apenas atendam às necessidades locais, mas também sirvam como exemplos de inovação no cenário global, reforçando o potencial de Portugal no setor de tecnologia.
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