O Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, realizado no Autódromo de Interlagos, se tornou um evento não apenas para aficionados por automobilismo, mas também uma oportunidade de negócio para os moradores da região. Durante o GP, os vizinhos transformam suas garagens e espaços em pontos de venda, oferecendo uma variedade de produtos, como bebidas, alimentação e itens temáticos.
Entre os comerciantes, destaca-se Renan Lacerda, que, junto com o amigo Caio Tagami, começou a vender bebidas na garagem do pai na adolescência. “Conforme a gente foi tendo nossos empregos, começamos a investir mais. Tem cliente que vem aqui desde os meus 15 anos”, afirma Renan. Além de bebidas, a dupla oferece espetinhos, atraindo tanto torcedores da Fórmula 1 quanto o público de festivais de música, como Lollapalooza e The Town.
O Comércio Criativo
Com a chegada do GP, diversas operações surgem nos arredores do autódromo. Vendedores oferecem cerveja, churrasco e itens de rock’n’roll, como camisetas e discos de vinil. Alexandre Tacconi, proprietário de um sebo próximo à estação Autódromo da CPTM, relata que, apesar de ter reduzido o funcionamento de seu bar, mantém a loja aberta durante os eventos, atraindo colecionadores e fãs.
Os vendedores ambulantes também aproveitam a demanda, oferecendo produtos relacionados à Fórmula 1, como camisas das escuderias e itens de Ayrton Senna. A variedade de opções alimentares, incluindo os populares espetinhos, é um atrativo a mais para o público que frequenta o evento.
Desafios e Oportunidades
Além das vendas, alguns comerciantes se adaptaram a necessidades práticas, cobrando pelo uso de banheiros em seus estabelecimentos. Essa prática demonstra como o comércio informal se molda às demandas dos grandes eventos, criando uma atmosfera única em Interlagos. Ao longo do ano, a agenda de eventos no autódromo influencia diretamente o calendário de atuação desses empreendedores, que veem no GP uma oportunidade valiosa de receita.
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