O Ibovespa encerrou sua sequência de 15 altas, a maior em mais de 30 anos, com uma leve queda de 0,07%, fechando a 157.632,90 pontos nesta quarta-feira, 12 de novembro. O recuo foi influenciado principalmente pela forte queda das ações da Petrobras, que reagiu ao declínio do petróleo no mercado internacional. Durante o dia, o índice alcançou uma máxima de 158.133,83 e uma mínima de 156.559,71 pontos, com um volume financeiro de aproximadamente R$ 29 bilhões.
A pressão sobre o Ibovespa também foi contrabalançada pela alta nos futuros do minério de ferro na China, o que beneficiou a Vale. Ao longo da sequência de altas, o índice acumulou uma valorização de 9,48%, elevando o ganho total do ano para 31,15%. No cenário externo, Wall Street apresentou um fechamento misto, com investidores avaliando a possibilidade de reabertura do governo dos Estados Unidos, enquanto o S&P 500 encerrou quase estável.
Dólar e Política Monetária
O dólar também apresentou leve alta, fechando em R$ 5,2932, um aumento de 0,35%. O movimento ocorreu em um dia sem grandes novidades no mercado de câmbio, após cinco quedas consecutivas. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, adotou um tom cauteloso em relação à política monetária, reforçando que a instituição depende de dados para suas decisões. Ele destacou que não houve qualquer sinal sobre futuras ações do BC, enfatizando a importância de manter a meta de inflação.
Galípolo também comentou sobre a dificuldade de diversificação das reservas brasileiras, afirmando que é quase impossível encontrar alternativas ao dólar, que continua sendo o ativo dominante no mercado global. O índice do dólar, que mede a moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas, subiu 0,05%, alcançando 99,498.
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