A Huawei, alvo de sanções dos EUA desde 2019 devido à sua tecnologia 5G, intensifica esforços para reduzir a dependência de semicondutores estrangeiros. A empresa, por meio de sua subsidiária Hubble, tem financiado mais de 60 fornecedores na cadeia de semicondutores, promovendo a construção de um ecossistema doméstico robusto.
Recentemente, a HHCK Advanced Materials anunciou a aquisição da rival Cangzhou Huaguan por 1,6 bilhão de yuans (aproximadamente US$ 255 milhões). Essa transação une os dois maiores fabricantes locais de resina epóxi, essencial para o encapsulamento de chips. Com 2% de participação da Huawei, a HHCK planeja expandir sua produção e aumentar sua base de clientes.
Expansão da Produção
Outro destaque é a inauguração de uma nova planta pela Vertilite, na qual a Huawei possui 4% de participação, em Jiangsu, com investimento de 550 milhões de yuans (cerca de US$ 87,6 milhões) para a fabricação de semicondutores ópticos. Além disso, empresas como Shanghai Winscene e Aerotech, que também têm vínculos com a Huawei, estão ampliando suas instalações.
A estratégia de autossuficiência tecnológica da China, alinhada ao 15º Plano Quinquenal (2026-2030), visa alcançar independência em áreas críticas, como chips para inteligência artificial. O governo chinês está apoiando essa iniciativa com um fundo de US$ 47 bilhões para semicondutores e planos de investir US$ 94 bilhões em equipamentos até 2028.
Desafios e Perspectivas
Apesar dos avanços, especialistas alertam que a China ainda enfrenta desafios significativos para competir com empresas americanas, como a Nvidia, que se beneficiam de parcerias globais. Contudo, a construção de um ecossistema centrado na Huawei é considerada uma estratégia promissora para a autossuficiência tecnológica do país. O sucesso dessa abordagem, no entanto, permanece incerto.
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