Em 20 de novembro de 2025, o Napster, agora sob a gestão da Infinite Reality, enfrentou uma crise significativa durante uma reunião online com investidores. O CEO, John Acunto, revelou que um investidor anônimo, que havia prometido US$ 3,36 bilhões para a empresa, não cumpriria sua promessa. Essa quantia era crucial para a avaliação da companhia em US$ 12 bilhões. A falta do investimento levou ao cancelamento de uma oferta pública de aquisição, que permitiria aos acionistas vender suas ações.
A reunião, que contou com a participação de cerca de 700 dos 1.500 acionistas e funcionários, culminou em um e-mail da empresa informando que alguns investidores receberiam uma porcentagem maior da companhia devido ao cancelamento das ações. O Napster se declarou como vítima de má conduta, enquanto enfrenta investigações da SEC e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A companhia não é alvo da investigação do DOJ, mas está sob escrutínio por questões relacionadas ao investimento que não se concretizou.
Demissões e Mudanças na Liderança
A crise se agrava com demissões em massa, onde cerca de 100 funcionários foram desligados, representando um terço da equipe. Mudanças na liderança também ocorreram, com a saída da diretora jurídica, Jennifer Pepin, e do diretor financeiro, Brian Effrain. As demissões foram justificadas pela empresa como resultado de redundâncias criadas por aquisições anteriores.
A trajetória do Napster, que começou em 2019 com a compra da Tsu, inclui a fusão com diversas empresas e a mudança de nome. A empresa já havia enfrentado questionamentos sobre suas promessas de investimento, que se mostraram inconsistentes ao longo do tempo. O cenário atual levanta preocupações sobre possíveis fraudes, caso se prove que a companhia sabia da impossibilidade do investimento e ainda assim enganou os investidores.
Investigação e Futuro Incerto
As investigações em andamento pela SEC e DOJ podem ter implicações sérias para o futuro do Napster. Se as suspeitas de fraude forem confirmadas, a empresa poderá enfrentar sanções severas. O advogado Patrick McCloskey, especializado em startups, destacou que a situação depende de se a empresa sabia que o dinheiro não estava sob seu controle e como apresentou as informações a investidores. O mistério em torno do investidor ausente e as promessas não cumpridas continuam sem respostas, deixando o futuro da empresa em dúvida.
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