As exportações de relógios suíços enfrentaram um novo golpe em outubro, com uma queda de 4,4% em relação ao ano anterior, totalizando 2,2 bilhões de francos suíços (aproximadamente US$ 2,7 bilhões). A Federação da Indústria Relojoeira Suíça divulgou que as vendas para os Estados Unidos, o maior mercado do setor, despencaram 47%. Em contraste, as exportações para a China cresceram 13%.
Desde 7 de agosto, os relógios suíços estão sujeitos a uma tarifa de importação de 39% imposta pelo governo dos EUA, o que tem pressionado as vendas. Recentemente, foi anunciada uma redução dessa tarifa para 15%, mas ainda não há uma data definida para a implementação dessa mudança. O analista do Citigroup, Thomas Chauvet, afirmou que não se espera uma recuperação nas exportações para os EUA até que a nova taxa entre em vigor.
Impactos no Setor
Os fabricantes suíços, incluindo grandes nomes como Richemont, Swatch e LVMH, estão enfrentando margens de lucro reduzidas. Muitos deles se apressaram a acumular estoques antes da implementação da tarifa, o que agora resulta em pressão adicional sobre os preços. O CEO da Breitling, Georges Kern, comentou que embora o corte nas tarifas seja positivo, o setor ainda almeja a restauração da taxa original de 2%.
Além disso, os dados mostram que a desaceleração do mercado de luxo na China pode estar diminuindo, com um aumento nas exportações para o país. No entanto, a situação na Europa e a incerteza nos Estados Unidos continuam a apresentar desafios significativos para a indústria relojoeira suíça. Jean-Philippe Bertschy, analista da Vontobel, destacou que, embora algumas marcas estejam se saindo bem, o cenário geral permanece desafiador.
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