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CCJ do Senado aprova restrições ao uso de grandes quantias em dinheiro

CCJ aprova substitutivo que autoriza o CMN a definir limites para pagamentos em espécie, com Coaf, e veta dinheiro em transações imobiliárias

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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A CCJ do Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto que estabelece limites e condições para o uso de dinheiro em espécie. A proposta autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN), com ouvido do Coaf, a definir valores máximos e regras para pagamentos em dinheiro, com foco no combate à lavagem de dinheiro. O texto foi apresentado pelo senador Flávio Arns (PSB-PR) e aprovada na forma de substitutivo do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR).

O substitutivo mantém a emenda da CAE que proíbe o uso de dinheiro em espécie em transações imobiliárias. Em relação aos parâmetros operacionais, o relator defende que a definição de limites seja feita por um órgão técnico, para evitar extrapolar o poder normativo do Congresso. A ideia é que o CMN estabeleça regras atualizadas, com base em critérios técnicos.

A proposta altera a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613/1998) para formalizar a atuação do CMN, ouvido o Coaf, na definição de valores máximos e condições para pagamentos e transações em espécie, inclusive envolvendo cheques e boletos. O projeto volta a ser apreciado em votação suplementar pela CCJ.

Emendas e próximos passos

O texto aprovado na CCJ seguirá para nova avaliação, com o CMN autorizado a definir limites operacionais após ouvir o Coaf. A inclusão da proibição expressa de operações imobiliárias com dinheiro em espécie está entre as alterações mais relevantes para o tema. A pauta mantém o objetivo de fortalecer mecanismos de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento ilícito.

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