O ex-presidente do Banco Central afirmou que há expectativa de flexibilização monetária, mas que uma redução de juros efetiva exigiria uma Selic de dígito e um choque fiscal positivo. A inflação tem apresentado melhora na margem, porém permanece acima da meta, enquanto o mercado de trabalho segue relativamente apertado.
Segundo Campos Neto, para cumprir a meta de juros de um dígito será necessário fortalecer o choque fiscal. Ele ressaltou que, apesar das sinalizações de queda de juros no futuro, ainda não há espaço imediato, diante de pressões inflacionárias.
Durante o Lide Brasil França Fórum, em Paris, o vice-chairman do Nubank reiterou que o Brasil deve enfrentar desaceleração econômica. Ele citou a queda de 0,9% do PIB no terceiro trimestre e projetou crescimento anual entre 2,1% e 2,2%.
Perspectivas e desdobramentos
O executivo destacou que o Congresso brasileiro tem mostrado um perfil reformista recente. Sobre o cenário fiscal, repetiu a necessidade de um choque positivo para viabilizar juros de dígito, apontando como condição para maior espaço de manobra monetária.
As informações são da Agência Estadão, com linha especial de Caroline Aragaki, enviada especial.
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