Os Correios apresentaram prejuízo acumulado de 6 bilhões de reais até setembro de 2025, frente a 2,1 bilhões no mesmo período de 2024. O resultado no primeiro semestre foi de 4,3 bilhões negativos, e no terceiro trimestre o prejuízo ficou em 1,6 bilhão, ante 785,5 milhões no mesmo intervalo de 2024. A tesouraria sofreu com queda de receita e aumento de despesas.
A receita líquida de vendas e serviços caiu 12,7% nos primeiros nove meses de 2024 para 2025, passando de 14,1 bilhões para 12,3 bilhões. As despesas gerais e administrativas subiram de 3,1 bilhões para 4,8 bilhões no mesmo recorte. O volume de encargos com precatórios e RPVs subiu de 483,6 milhões para 2,1 bilhões, refletindo decisões judiciais, principalmente trabalhistas.
O que levou aos números negativos foi a redução da receita, especialmente no segmento internacional, aliada ao aumento de custos com pessoal, devido ao reajuste salarial de 4,11% no acordo 2024/2025 e ao PDV de 2024. A universalização de serviços postais eleva rigidez de custos, já que a empresa atende a todos os municípios, independentemente da demanda.
Plano de recuperação
Em setembro, o Conselho de Administração indicou Emmanoel Schmidt Rondon para a presidência. O plano de recuperação foi aprovado no dia 21 de setembro. A estatal busca, ainda, captar 20 bilhões de reais com um consórcio de bancos até o final deste mês para financiar a reestruturação. A empresa pretende fortalecer a eficiência operacional e a competitividade, especialmente em logística, onde enfrenta competição de privados mais dinâmicos.
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