A Airbus anunciou a necessidade de corrigir falhas de software em quase 6 mil aviões da família A320, após identificação de risco de corrupção de dados críticos nos controles de voo por radiação solar intensa. O recall teve como base uma investigação de outubro envolvendo um A320 da JetBlue, que apontou vulnerabilidade no sistema ELAC, ligado aos elevadores e ailerons. A fabricante destacou que a maioria das aeronaves já recebeu as modificações.
A companhia informou que está em contato com as companhias aéreas para aplicar as mudanças nos menos de 100 aviões que ainda estão com a falha. A medida visa manter a segurança operacional e minimizar impactos aos passageiros. As ações da empresa operavam em queda após o anúncio.
Ações e impactos financeiros
As ações da Airbus caíram para € 185,26 no pregão de Paris, uma baixa de 9,19% frente ao fechamento de sexta-feira. Analistas citados pelo WSJ estimam que 85% dos aparelhos afetados poderão ser reparados com atualização de software, enquanto 900 aeronaves mais antigas exigirão hardware adicional.
Avanços na produção e novos gargalos
A Reuters informou problemas de qualidade em dezenas de unidades ainda em fabricação, com suspeita de falhas na fuselagem que podem atrasar entregas. A Airbus não comentou publicamente o assunto. A American Airlines figura entre os grandes clientes da A320, com a maior frota da família.
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