Oscar Freire, rua famosa pelo varejo de luxo em São Paulo, registrou aumento expressivo nos valores de locação. Segundo a análise de mercado, o metro quadrado chegou a ~€1.128, consolidando a via entre as mais caras do mundo. O salto ocorreu em 2024 e 2025, elevando a ocupação de espaços comerciais na via.
A elevação de 65% nos aluguéis fez Oscar Freire avançar da 41ª para a 34ª posição no ranking global, segundo estudo da Cushman & Wakefield. A via permanece reconhecida por seu puxar de demanda e por contratos de longo prazo, com oferta limitada de imóveis comerciais.
A valorização não se restringe à Oscar Freire. A Faria Lima, nas proximidades, teve alta de 43% no aluguel, estimado em ~€920/m². Outros endereços brasileiros citados pelo estudo incluem Visconde de Pirajá, no Rio, com €821/m², e Garcia D’Ávila, com €784/m².
Contexto do ranking
Denys Andrade, head de pesquisa da Cushman & Wakefield no Brasil, aponta que o avanço reflete inflação, percepção de varejo e competição por endereços estratégicos. Espaços escassos, contratos longos e demanda concentrada sustentam preços elevados.
Transformação urbana na capital
Marcelo da Cruz, CEO do Grupo Referência, afirma que Oscar Freire demonstra maturidade do varejo de rua. A via é vista como ativo de geração de receita e não apenas ponto comercial, segundo ele, diante da demanda qualificada.
Alexandre Rodrigues, da Rio Bravo Investimentos, destaca o papel da cidade na verticalização e na chegada de metrô. Mudanças de zoneamento e demolição de lojas antigas reduziram estoque, o que sustenta a valorização.
Perspectivas
Especialistas ressaltam que o movimento pode continuar, com maior pressão de demanda e oferta restrita. A área tende a manter perfil de destino de consumo premium, com inovação em imóveis residenciais com fachadas ativas reforçando a atratividade.
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