No fim do mês, a tensão financeira voltou a surgir com força para muita gente. Segundo estudo recente, a realidade do endividamento cresceu em vários indicadores-chave, apontando que a estabilidade financeira segue como exceção para parte da população.
Dados do período mostram que 78,2 milhões de brasileiros estavam com pagamentos atrasados em setembro de 2024, em um volume total de dívidas próximo de R$ 500 bilhões. O cenário ocorre em meio a juros altos e à manutenção de crédito como opção de fôlego imediato.
A pesquisa também traz como fatos relevantes o uso de crédito para prorrogar pagamentos: 39% utilizam cartão de crédito para ganhar prazo, 28% recorrem ao pix parcelado e 31% pagam apenas o mínimo. Em paralelo, 84% já tiveram problemas de saúde ligados a preocupações financeiras, o que evidencia impactos diretos na qualidade de vida.
Contexto de crédito e custo da dívida
Com a Selic em 15%, maior patamar da história, o encargo sobre empréstimos e cartões aumenta, elevando o custo total das dívidas e dificultando quitá-las em dia. A prática de pagar apenas o mínimo tende a ampliar o saldo devedor e a ansiedade associada à situação financeira.
Apesar das dificuldades, 91% dos brasileiros reconhecem necessidade de aprender mais sobre educação financeira, segundo o estudo. Contudo, as soluções atuais não costumam traduzir esse aprendizado em condições práticas para o dia a dia, destacando uma lacuna entre teoria e realidade.
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