O PIB brasileiro cresceu 0,1% no terceiro trimestre (jul-set), frente ao trimestre anterior, conforme dados do IBGE. O resultado ficou abaixo do esperado e é o mais fraco desde o final de 2024. Em comparação anual, houve alta de 1,8%.
A desaceleração ocorreu mesmo com avanço da agropecuária e da indústria, enquanto o setor de serviços manteve ritmo moderado. O consumo das famílias ficou quase estável, e o investimento recuou após trimestres anteriores de crescimento. A formação bruta de capital fixo voltou ao azul, mas ainda em ritmo fraco.
A agenda econômica continua influenciada pela política monetária. A Selic está em 15% ao ano, o que restringe crédito, consumo e investimentos. O BC deve manter o foco na convergência da inflação para a meta de 3% nas próximas decisões.
Desempenho setorial
- Serviços cresceram apenas 0,1%, desacelerando após alta de 1,0% e 0,3% nos trimestres anteriores.
- Agropecuária teve alta de 0,4%, após recuo no segundo trimestre.
- Indústria avançou 0,8%, sinalizando recuperação gradual da produção.
Comércio externo e tarifas
As exportações subiram 3,3% no trimestre, enquanto as importações avançaram 0,3%. As incertezas em torno das tarifas dos EUA reduziram após Trump anunciar, em novembro, a retirada da tarifa de 40% sobre 238 itens. Ainda assim, algumas exportações brasileiras seguem sujeitas a tarifas de 50%, com negociações em curso.
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