O Brasil é apontado como pilar estratégico da Chandon, marca global da LVMH, com foco especial em Garibaldi, Rio Grande do Sul. A empresa prepara-se para o fim de ano, período de maior venda de espumantes, sem planos imediatos de expansão nacional, mas com intensificação de experiências no domínio gaúcho.
Segundo o presidente global da Chandon, Arnaud de Saignes, o fim do ano representa a janela mais relevante para a categoria no mundo. A avaliação sobre 2025, considerada “correta”, aponta avanços em algumas frentes e recuos em outras, sem divulgar números.
No Brasil, 36% da área total do domínio é dedicada à preservação ambiental, com corredores biológicos e refúgios para fauna. São 90 colmeias sem ferrão, e um projeto de replantio de 7,5 ha de butiazeiros, em parceria com a Embrapa. A energia consumida provém 100% de fontes renováveis e a água é tratada e reutilizada.
A cadeia de produção envolve duas colheitas anuais, conectando equipes de seis domínios globais. Rótulos circulam entre mercados, com intercâmbio técnico e lançamento conjunto de produtos entre Brasil, Argentina e outros países. A Bespoke Garibaldi amplia ainda mais a oferta de experiências para visitantes.
Atrasos climáticos não freiam a estratégia sustentável, que inclui garrafas com 80% de vidro reciclado e redução de 70% no uso de inseticidas desde 2023, substituídos por biocombostos e bioinsumos. A região Sul é destacada como base de produção local e símbolo da sofisticação que a marca pretende oferecer.
A atuação brasileira integra enoturismo, sustentabilidade e diversificação de portfólio, com objetivo de fortalecer a operação do grupo no país. As ações no Brasil refletem a visão global da Chandon, que mantém vinhedos e operações em seis continentes.
Autor: Daniel Buarque
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