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Governo retira subsídios da energia; tesoureiro prevê orçamento difícil

Governo encerra rebates de energia no próximo ano, orçamento enxuto sem grandes anúncios, enquanto o banco central avalia possível alta de juros em 2026

The treasurer, Jim Chalmers, says ‘there will be difficult decisions and savings to be made’ in next week’s mid-year budget update as Labor axes energy bill subsidies. Photograph: Mick Tsikas/AAP
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O governo australiano anunciou o fim dos rebates de energia para famílias e empresas no próximo ano. A medida integra um orçamento mais enxuto, com poucas novidades, enquanto o Reserve Bank avalia a trajetória da inflação e a possibilidade de alta de juros em 2026.

O ministro das Finanças, Jim Chalmers, disse que haverá economias e decisões difíceis, incluindo a retirada dos subsídios. O anúncio abre espaço para ajustes fiscais em meio a pressões com programas como o de veteranos e desastres naturais.

A decisão ocorre após o gabinete ter decidido não estender os subsídios de contas de energia para 2024. O RBI, por sua vez, não deve alterar hoje a taxa básica, mas aponta pressões de custos no setor imobiliário para o ano seguinte.

Chalmers destacou que as pressões sobre asFinanças públicas continuam intensas, com gastos maiores do que o previsto em diversas áreas. O orçamento intermediário deverá apresentar cortes sem grandes anúncios de política.

Os rebates de energia, criados em mid-2023, já consumiram quase 7 bilhões de dólares em 18 meses. Outros 1,5 bilhão de dólares vêm de acordos com governos estaduais.

Economistas apoiaram a medida, argumentando que o programa excedeu seu objetivo inicial de proteger famílias mais vulneráveis frente à alta global de energia. A decisão é vista como prudente para reduzir distorções fiscais.

Ainda segundo Chalmers, o orçamento terá foco em prioridades do governo, mantendo o equilíbrio fiscal sem estímulos adicionais. O custo de vida permanece como principal preocupação entre eleitores e consumidores.

A decisão de encerrar os rebates pode influenciar custos de financiamento imobiliário em 2026, conforme analistas que acompanham a política monetária. O RBI avalia cenários de inflação e crédito nos próximos anos.

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