As importações de soja da China atingiram em novembro o maior nível desde 2021, indicam dados alfandegários. A Administração Geral das Alfândegas informou que o país comprou 8,11 milhões de toneladas, aumento de 13,4% em relação a novembro do ano passado.
A subida ocorre em meio a compras fortes da América do Sul e a uma trégua nas tensões comerciais com os EUA. Nos primeiros 11 meses, as importações somam 103,79 milhões de toneladas, alta de 6,9% frente a 2023.
Em outubro, as remessas recuaram 14,5% frente ao mês anterior. Analistas da área creditam a realizações de estoques e demanda brasileira e argentina e uma expectativa de recorde anual para 2024, com 112 milhões de toneladas estimadas para o ano.
Transferência de compras para 2025
A projeção para 2025 indica manutenção de sinais de demanda firme, com possível virada para acima de 110 milhões de toneladas. A sustentação viria de Brasil e EUA, ambos apontados como fornecedores relevantes nas negociações recentes.
A Cofco, compradora estatal de grãos, liderou as aquisições ao reservar cerca de 2,7 milhões de toneladas de soja dos EUA desde o fim de outubro. Dados do USDA apontam, ainda, negociações em curso entre China e EUA para retorno gradual de compras.
As negociações sino-americanas, segundo fontes, sinalizam retomada de compras em curso, sem confirmação oficial quanto ao volume total ou ao cronograma exato. A China não divulgou números oficiais além do registrado pela alfândega.
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